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VOU POSTAR MAIS UMA REPORTAGEM QUE TENHO GUARDADA A SETE CHAVES, SABE PORQUE, PORQUE FOI FEITA POR UM EXELENTE REPORTER E NA MINHA CIDADE QUE É COISA MUITO DIFICIL (santo de casa não faz milagre) ENTÃO ACHEI IMPORTANTE MOSTRAR AOS MEUS FÃS E AMIGOS MAIS ESTA REPORTAGEM.
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JOSÉ LUIZ ARAÚJO (Jornalista)
DA REDAÇÃO
Não se sabe a origem, mas al- gum tipo de rejeição, ainda que velada, assombra a maioria dos artistas locais. Eles não recebem o devido valor em sua cidade, como se fazer sucesso fosse uma obrigação do santista. O mais recente exemplo é o músico Caio Mesquita, que desfruta de grande prestígio nacional, mas teve poucas oportunidades de mostrar seu talento nos palcos de sua cidade. Recentemente, o músico atraiu 5 mil pessoas ao Chevrolet Hall, em Belo Horizonte (MG), com sua performance ao sax. Mas quando se apresentou aqui, no Coliseu, nem a metade da plateia (1.000 poltronas) estava ocupada. Uma forma de tentar reverter este cenário é a aposta no mais novo álbum, o quinto de sua carreira, no qual dá continuidade à meta de popularizar a música instrumental. Mas com uma fórmula inédita: a mistura de sax com viola e outros elementos caipiras. No CD Sertanejo, o músico santista não somente inova, mas também exercita o objetivo de conquistar aqueles que, de modo geral, ainda torcem o nariz para o gênero que vem do campo.
HISTÓRICO
O ponto de partida para gravar o álbum foi pessoal e emocional. "Meu pai ganhou um disco da dupla Leandro e Leonardo, e a primeira faixa, Pense em
Mim, me encantou pelo tim-
bre sonoro. Fui pesquisar e descobri que era um sax. Fiz uma aula experimental, gostei e não parei mais de tocar. Além disso, o sertanejo faz parte da minha vida, da minha formação". Como tem demonstrado em sua trajetória profissional, Caio Mesquita usa o improvável como ferramenta de trabalho, misturando elementos. "Foi um grande desafio fazer os arranjos e interpretar as músicas, pois o único referencial que eu tinha era a música sertaneja cantada". Outro problema foi a escolha do repertório, devido à imensa oferta. De 70 músicas inicialmente selecionadas, só 14 foram para o CD, o que deixa aberta a porta para um segundo volume.
ILIMITADAS POSSIBILIDADES
Caio Mesquita demonstra mui- ta coragem para ousar. "O sax nos permite tudo ¬ por exemplo, misturá-lo aos elementos de raiz da música pantaneira. Se eu fizer dois discos por ano, morrerei e não dará para tocar no sax todos os gêneros existentes no planeta". Nos planos para divulgar o CD Sertanejo, no dia 3 de maio ele fará um show no Canecão (que comporta de 2 a 3 mil pessoas), no Rio de Janeiro, a convite dos responsáveis pela tradicional casa carioca. Como convidados, levará Marina Elali (cantora), Rafael Almeida (ator de Malhação, da Globo, que também canta e toca violão, piano e guitarra), Milton Guedes (saxofonista) e o cantor D'Black. "São pessoas com as quais tenho identificação musical e que admiro", conta. Além dos shows que fará pelo País com Sertanejo, Caio pretende retornar ao Teatro Coliseu, no segundo semestre.
Adoro Amar Você Choram as Rosas O Grande Amor de Minha Vida Evidências Dormi na Praça Fogão de Lenha No Rancho Fundo Dois Corações e uma História Fada Pense em Mim Não Aprendi a Dizer Adeus NemDormindo Consigo Te Esquecer Por um Minuto É o Amor
PRATA DA CASA. Apaixonado pelo gênero, o músico santista aposta em novo trabalho para conquistar o público de sua cidade
O som sertanejo de Caio Mesquita
abril de 2009 www.atribuna.com.br
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